Ripple e Cardano firmaram importantes parcerias no Brasil, impulsionando a infraestrutura blockchain nos setores regulados de finanças e energia do país.
Os acordos evidenciam o crescente interesse institucional na maior economia da América Latina, mesmo com ambas as moedas registrando apenas reações modestas de preço.
Qual é o novo acordo da Ripple com a CSD BR?
A CSD BR, operadora da infraestrutura do mercado financeiro brasileiro, iniciou testes com o XRP Ledger como sistema paralelo de registros para fundos de investimento.
O piloto utiliza o padrão Multi-Purpose Token do XRPL combinado com a infraestrutura de custódia da Ripple. As cotas do fundo do BTG Pactual agora são espelhadas na blockchain, enquanto os sistemas tradicionais da CSD BR continuam responsáveis pelo registro e liquidação oficiais.
O acesso permanece restrito a clientes corporativos e bancários que atendam exigências rigorosas de identificação. Silvio Pegado, diretor da Ripple para a América Latina, classificou a iniciativa como um marco importante para o setor.
A CSD BR administra mais de US$ 4 trilhões em ativos registrados e planeja explorar a emissão nativa de ativos na sequência. A empresa também pode avançar para produtos de renda fixa após a conclusão da fase de testes.
Como a Cardano está expandindo no setor de energia brasileiro?
A Cardano Foundation anunciou, separadamente, duas aplicações blockchain desenvolvidas em parceria com a Petrobras, companhia de energia controlada pelo Estado brasileiro.
- A primeira monitora o combustível sustentável de aviação utilizando o modelo Book-and-Claim. Companhias aéreas, empresas ou passageiros individuais podem reivindicar créditos verificados, independentemente do local de produção do combustível.
- A segunda aplicação rastreia o diesel renovável nas etapas de produção, transporte e uso. A solução atende demandas complexas de reporte de emissões do Escopo 3, um desafio recorrente para empresas ao consolidar informações ambientais.
Rafael Fraga, responsável pela Cardano Foundation na América Latina, ressaltou o objetivo estratégico da colaboração. Ele afirmou que a transição energética “dependerá tanto da confiança quanto dos novos combustíveis”. O mercado brasileiro de óleo e gás pode alcançar US$ 28,82 bilhões até 2031, reforçando a relevância da parceria.
O preço do ADA opera próximo a US$ 0,2549, alta discreta de 0,9% nas últimas 24 horas apesar do anúncio. A moeda segue mais de 91% abaixo do recorde histórico alcançado em 2021.
Em conjunto, as duas parcerias sugerem que o Brasil se consolida como campo de testes para a adoção da blockchain em aplicações reais.









