A média nacional do preço do diesel nos EUA atingiu US$ 6,00 por galão pela primeira vez na quinta-feira, segundo dados em tempo real do GasBuddy. O combustível registrou novos recordes em 28 estados.
O recorde foi alcançado menos de uma semana após o diesel registrar US$ 5,85. Com o valor em US$ 6,00, o preço está aproximadamente US$ 2,30 acima do observado há um ano.
Recordes de diesel caem em 28 estados
Patrick De Haan, chefe de análise de petróleo do GasBuddy, listou os 28 estados onde o preço atingiu recordes. Texas, Califórnia, Flórida, Washington e Carolina do Norte estão entre eles.
Enquanto isso, 5 postos da Califórnia esgotaram o espaço disponível no painel de preços. De Haan explicou que estão vendendo diesel a US$ 9,999 por galão, o valor máximo que os dispensers conseguem mostrar.
“Os preços recordes do diesel vão impactar todas as cargas, remessas e entregas feitas aos americanos, o que tende a reacender a inflação em toda a cadeia de suprimentos… Recomendo que os consumidores já considerem uma temporada de final de ano mais cara…”, disse De Haan.
A situação é agravada pelo baixo estoque. Segundo a EIA, os estoques de diesel dos EUA acumulam 106,3 milhões de barris, aproximadamente 13% abaixo da média dos últimos cinco anos.
Petróleo acima de US$ 100 mantém pressão sobre os preços
O preço do petróleo é o principal fator dessa alta. O Brent ultrapassou US$ 100 em 8 de setembro e segue avançando. Ele chegou ao pico intradiário de quase US$ 111 hoje, o maior nível desde o final de maio.
No momento desta reportagem, o Brent era negociado próximo a US$ 108,2 por barril na sexta-feira, alta de 0,61%. O West Texas Intermediate subiu 0,53%, cotado a US$ 103.
Ambos os benchmarks caminham para fechar a semana acima de US$ 100 pela primeira vez desde meados de maio. O avanço no último mês é superior a 20%.
As rotas de transporte explicam parte do movimento. Houthis aliados ao Irã tomaram o porto de Mocha, no Iêmen, na quinta-feira, enquanto ataques a petroleiros mantêm o tráfego no Estreito de Ormuz restrito.
As previsões de demanda seguem outra direção. A OPEP reduziu sua estimativa de crescimento da demanda mundial de petróleo para 380 mil barris por dia em 2026, a quinta revisão consecutiva para baixo.









