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Goldman eleva previsão do petróleo para US$ 105: isso é bom?

  • Upgrade de 17% do Brent pelo Goldman ainda fica atrás do preço atual. O que isso sinaliza?
  • O banco agora projeta 1 milhão de barris de interrupção diária até 2027. Por que a mudança?
  • Goldman e BMI concordam sobre preços do petróleo em dezembro, mas onde divergem?
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O Goldman Sachs elevou sua previsão para o petróleo Brent em dezembro para US$ 105 por barril, citando alto risco de interrupção no abastecimento. A nova estimativa está 17% acima da projeção de outubro, de US$ 90.

O Brent foi negociado a US$ 110,40 em 2 de novembro. Mesmo com o ajuste, a meta do banco segue cerca de 5% abaixo do preço de mercado. O WTI, a referência dos Estados Unidos, tem diferença parecida: o banco projeta US$ 94, contra os atuais US$ 101,06.

Para quem mantém petróleo, a projeção mais alta do Goldman ainda sugere acomodação nos preços até dezembro.

Preços do petróleo em 2 de novembro.
Preços do petróleo em 2 de novembro. Fonte: TradingEconomics

Goldman se prepara para interrupções difíceis de prever

O banco ligou a revisão a riscos de oferta de dois conflitos distintos. Analistas liderados por Daan Struyven detalharam o cenário em nota, segundo a CNBC.

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“… Os conflitos no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia, somados à fragmentação geopolítica mais ampla, elevam o risco de interrupção”, escreveu o banco.

Por isso, o cenário base do Goldman para 2027 agora inclui uma interrupção global de oferta de 1 milhão de barris por dia. Segundo o banco, o momento e o local dessas interrupções são praticamente impossíveis de prever.

O Goldman afirmou que os mercados já embutem um prêmio de risco maior, porque muitos operadores consideram improvável um avanço diplomático duradouro. Na semana passada, o Irã disse que minas atingiram quatro navios petroleiros perto do Estreito de Hormuz, alegação contestada pelas forças dos Estados Unidos. É o mesmo clima de tensão que o BeInCrypto já mostrou ao cobrir o conflito com o Irã.

A visão mudou em relação à metade de outubro. Naquele período, o cenário base do banco considerava que a oferta do Oriente Médio se ajustaria, o que levaria a uma queda nos preços.

Por quanto tempo o prêmio de guerra do petróleo pode durar

Outros analistas também veem o Brent abaixo do preço de hoje. Na semana passada, o modelo do JPMorgan apontou valor justo de US$ 94 para o Brent, contra um preço de mercado perto de US$ 114.

Os analistas do JPMorgan não conseguiram ligar essa diferença a custos de transporte, então o risco geopolítico aparece como o principal fator. Especialistas chamam essa diferença de prêmio de guerra. Historicamente, os períodos em que o Brent operou mais de 5% acima do valor justo duraram, em média, 3,8 meses.

Para dezembro, as projeções se aproximam. Para 2027, não

As previsões de curto prazo estão próximas, mas a diferença aumenta no ano que vem. O BMI, braço de pesquisa da Fitch Solutions, projeta média de US$ 107 para o Brent neste trimestre.

Para 2027, o BMI prevê média de US$ 81, abaixo dos US$ 88 projetados pelo Goldman. O BMI não espera acordo sobre o Estreito de Hormuz antes do primeiro trimestre de 2027. Se o acordo avançar, a expectativa é de forte queda, com o Brent chegando a uma média de US$ 67 até o fim de 2027.

Uma definição sobre o Irã, ou avanços na negociação sobre Hormuz, vão indicar qual projeção para 2027 os investidores devem priorizar. Para entender como esse cenário já pesa nos mercados, vale acompanhar o noticiário do conflito.

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